sexta-feira, maio 05, 2006,11:36 da manhã
deslocalização
Para todos os efeitos passo a estar AQUI onde também abordarei outros temas. Obrigado.
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sexta-feira, março 10, 2006,2:12 da tarde
Um Pouco Mais de Yorubás
 
 
Antes de se ter conhecimento do termo Yorubá, os primeiros registos e mapas datados de entre 1656 e 1730, é o termo "Ulkumy" que designava a região yorubá. Depois de Snelgrave, em 1734, o termo "Ulkumy" é substituído por Ayo ou Eyo, no intento de designar Oyó, a capital do país dos Yorubás.
 
Em 1726 o comandante do forte português de Ajudá, Francisco Pereira Mendes, relatou à Bahía, os ataques levados a cabo pelos Ayos contra os territórios de Adjá, O Revoltado,  rei do Dahomé, por este ter atacado Allada em 1724, e que viria a conquistar Uidá em 1727.
 
Esse porto de Uidá era chamado de Gléhué pelos dahomeanos ou fons, Igéléfé pelos yorubás e ajudá pelos portugueses. Uidá era habitado pelos hwéda e tornou-se o principal porto de exportação dos escravos inimigos do Dahomé (ou Dahomey).
 
(continuarei a abordar o tema dos Yorubás)
 
~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~~:..***~...~ Ògán Jobà
 
 
 
 
 
 
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sábado, fevereiro 25, 2006,10:06 da manhã
O Carnaval nasceu assim

Muitas são as explicações para a existência com tanta força do Carnaval. Claro que a Igreja como não poderia deixar de ser arranjou uma bela explicação, muito rebuscada diga-se de passagem. Segundo a Santa Sé o Carnaval tem origem no último dia antes da Quaresma, isto é, o último dia em que "carne vale", o último em que se podia comer carne. Aí o povo fazia um banquete e festejava. O que quer dizer que os desfiles carnavalescos são já uma heresia dos tempos modernos. Não!

O Carnaval tem origem em Angola! Isso mesmo, em Angola! O Carnaval constituía-se como um desfile festivo em honra dos reis locais e dos deuses bantus, os Mukixes ou Inkices. Com a colonização e a escravatura do Brasil o Carnaval ganhou nova dimensão, outros contornos. Na Bahía, primeira capital do Novo Mundo, os índios desfilavam em grande alvoroço, cantando e dançando em honraria do Rei de Portugal e mais tarde do Rei do Brasil. Ainda hoje na Bahía se festeja a festa dos Caboclos.

Por outro lado os negros criaram um bloco carnavalesco chamado Afoxé, um bloco que levava danças e cantares do Candomblé para as ruas, como protesto, pedindo a liberdade religiosa e de associação.
 
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domingo, fevereiro 19, 2006,11:20 da tarde
Introdução aos Povos Yòrúbàs

Os povos Yòrúbàs ou Iòrubás, correspondem a um vasto número de pessoas espalhados numa vasta região, que hoje compreende a Nigéria, o Níger, o Togo e parte do Benin. Os yòrúbàs não se viam a si mesmos como um todo, motivo pelo qual é mais correcto falar de Yòrúbàs do que Yòrúbà enquanto um todo.

Neste sentido, os Povos Yòrúbàs compunham-se por tribos ou núcleos relacionados com locais naturais ou, em certos casos, com cidades-chave. Os Ijexás junto do rio Òsun (Oxum), os Ìgbós, os Òyós, os Ègbàs, etc.

Os povos Yòrúbàs, por sua longevidade começaram como nómadas, se bem que hoje se pense neles apenas no contexto civilizacional dos séculos XVI a XIX. Os Yòrúbàs costumavam deslocar-se em grupos reduzidos, formando núcleos familiares, nos quais era comum a presença de um sacerdote.

(continua)
 
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006,3:24 da tarde
A Língua Yorubá - conceito
Apesar dos avanços da Antropologia, dos estudos feitos por esse mundo fora, certo é que, os Yorubás (ou Iorubás) são um povo ainda muito pouco estudado.

Ao que parece o termo yórùbà é entendido como um termo recente, pois os negros correspondentes a essa denominação são se denominavam a si mesmo de Yorubás. Contudo, os yorubás correspondem a um grupo linguístico de vários milhões de pessoas com atavismos culturais comuns, com ritualizações similiares, sem nunca se verem a si mesmos como uniformes.

A língua yorubá é uma língua complexa. Construída sobre a sintaxe Sujeito + Verbo + Objecto, possui uma variedade de assentos o que faz variar o significado das palavras.

A língua yorubá corresponde ao dialecto oficial das religiões afro-brasileiras oriundas da actual Nigéria e parte do Benin, sendo considerada a língua sagrada dos deuses yorubás e dos rituais em louvor dos mesmos.

Ògún òníìré, òníìré Ògún
Aláàkóró ÒníÌré obà de òrun

(Ògún senhor de Ìré, o senhor de Ìré é Ògún
Dono da Coroa de Ìré, rei que desceu dos céus)



 
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domingo, fevereiro 12, 2006,9:09 da tarde
Presidente Lula reafirma dívida moral para com África
Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, volta a mostrar-se próximo da herança cultural real brasileira, ao reforçar os laços do país que acolheu os negros com o continente que os viu serem levados à força.

Depois das fortes relações com o Benin, um dos países que mais deu à herança cultural brasileira (os negros fons), Lula aproxima-se do Botswana e, numa conferência oficial deixa claras as suas intenções e motivações: "Cada vez que faço uma viagem para a África é como se estivesse voltando para a minha própria casa" e acrescentou ainda "Estamos trabalhando para construir uma consciência de que somos devedores ao povo africano. Não somos devedores de dinheiro, porque não temos o dinheiro para pagar".

As duas áreas de cooperação entre os dois países será na formação de técnicos de futebol e no combate ao HIV/SIDA. Relembre-se que depois do continente Africano, os países da América Latina, entre os quais o Brasil, são os que mais sofrem com o flagelo da SIDA.

Esta política externa do governo de Lula da Silva é uma política de aproximação cultural africana, o que é uma necessidade e um acto significativo, sabendo que o Brasil é hoje, em larga medida, um país herdeiro de uma herança negra riquíssima.

Falta agora essa mesma aproximação no panorama interno.

 
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sábado, fevereiro 11, 2006,8:23 da tarde
Acerca das intenções da Santa Sé


tomada de posse do maior lobby do mundo, a Santa Sé, pelo Cardial Ratzinger, tem estado envolta em controversas ideias e preocupantes decisões.

Não sou capaz de olhar Ratzinger (aka "Rottweiller de Deus") como um verdadeiro Papa do século XXI, pelo menos na forma em que João Paulo II tentou afirmar o Papado nestes tempos de procurada compreensão.

A mais recente medida que o Vaticano quer implementar é a proibição da entrada no Espaço Sagrado de Fátima a pessoas não católicas. Agora como é possível definir quem é católico ou não? Isto quererá dizer, em larga medida que, pessoas com origens hindus e muçulmanas, ou aparentando tal, não poderão entrar em Fátima.

Ora, tem-se falado muito no fundamentalismo religioso como sinónimo de islamismo. Se bem que os países islâmicos tendem a ter atitudes fundamentalistas religiosas, como arma política, estamos, ao falar de fundamentalismo religioso a singirmo-nos apenas à religião muçulmana como única no capítulo do fundamentalismo arcaico religioso.

Religiões Cristãs como a Evangélica, por exemplo, tem uma atitude perante as outras religiões que não abona nada a seu favor. O mesmo acontece com os elementos da IURD. A própria Igreja Católica marcou quase toda a sua existência por atitudes que em nada se coadunam com aquilo que o seu profeta entendia como filosofia de vida. Então porquê falar dos outros?

As procissões e actos de fé verificados em Fátima, a acontecerem com professantes muçulmanos em Meca ou com professantes dos cultos afro, por exemplo, seria logo tido como fanatismo religioso. Então porque não se diz o mesmo de Fátima? Sabem porquê? Porque a Igreja se julga suma.

A questão do Santuário de Fátima é uma questão que, vindo-se a confirmar, poderá marcar um volte-face na visão integrada que se tem da Igreja. Vamos esperar para ver.

 
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