sábado, fevereiro 11, 2006,8:23 da tarde
Acerca das intenções da Santa Sé


tomada de posse do maior lobby do mundo, a Santa Sé, pelo Cardial Ratzinger, tem estado envolta em controversas ideias e preocupantes decisões.

Não sou capaz de olhar Ratzinger (aka "Rottweiller de Deus") como um verdadeiro Papa do século XXI, pelo menos na forma em que João Paulo II tentou afirmar o Papado nestes tempos de procurada compreensão.

A mais recente medida que o Vaticano quer implementar é a proibição da entrada no Espaço Sagrado de Fátima a pessoas não católicas. Agora como é possível definir quem é católico ou não? Isto quererá dizer, em larga medida que, pessoas com origens hindus e muçulmanas, ou aparentando tal, não poderão entrar em Fátima.

Ora, tem-se falado muito no fundamentalismo religioso como sinónimo de islamismo. Se bem que os países islâmicos tendem a ter atitudes fundamentalistas religiosas, como arma política, estamos, ao falar de fundamentalismo religioso a singirmo-nos apenas à religião muçulmana como única no capítulo do fundamentalismo arcaico religioso.

Religiões Cristãs como a Evangélica, por exemplo, tem uma atitude perante as outras religiões que não abona nada a seu favor. O mesmo acontece com os elementos da IURD. A própria Igreja Católica marcou quase toda a sua existência por atitudes que em nada se coadunam com aquilo que o seu profeta entendia como filosofia de vida. Então porquê falar dos outros?

As procissões e actos de fé verificados em Fátima, a acontecerem com professantes muçulmanos em Meca ou com professantes dos cultos afro, por exemplo, seria logo tido como fanatismo religioso. Então porque não se diz o mesmo de Fátima? Sabem porquê? Porque a Igreja se julga suma.

A questão do Santuário de Fátima é uma questão que, vindo-se a confirmar, poderá marcar um volte-face na visão integrada que se tem da Igreja. Vamos esperar para ver.

 
Intervenção de Image Hosted by ImageShack.us A Mão que Embala o Blogue
Permalink ¤

|